O melhor beijo é o beijo desejado,
o beijo que me completa,
o beijo da minha forma adequada,
o beijo com o sabor de desejo,
na flor da minha pele,
o beijo da minha vontade,
o beijo que faz o meu pensamento,
o beijo que faz a minha boca e meu corpo querer um novo beijo outra vez e mais outra vez.
O melhor beijo é o beijo sem tempo,
o beijo de longa duração ou de pouca duração,
um beijo de vinte segundos ou de vinte minutos,
isto não importa.
O tempo não conta,
enquanto se beija, o tempo para, o tempo freia.
E nesta inércia do tempo,
só sinto a louca vontade do outro
Euler de Moura Camara
labios com ponto e vírgula
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'
O Beijo
Congresso de gaivotas neste céu
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo.
Querela de aves, pios, escarcéu.
Ainda palpitante voa um beijo.
Donde teria vindo! (Não é meu...)
De algum quarto perdido no desejo?
De algum jovem amor que recebeu
Mandado de captura ou de despejo?
É uma ave estranha: colorida,
Vai batendo como a própria vida,
Um coração vermelho pelo ar.
E é a força sem fim de duas bocas,
De duas bocas que se juntam, loucas!
De inveja as gaivotas a gritar...
Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'
Congresso de gaivotas neste céu
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo.
Querela de aves, pios, escarcéu.
Ainda palpitante voa um beijo.
Donde teria vindo! (Não é meu...)
De algum quarto perdido no desejo?
De algum jovem amor que recebeu
Mandado de captura ou de despejo?
É uma ave estranha: colorida,
Vai batendo como a própria vida,
Um coração vermelho pelo ar.
E é a força sem fim de duas bocas,
De duas bocas que se juntam, loucas!
De inveja as gaivotas a gritar...
Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Dance me through the curtains that our kisses have outworn

Dance me through the panic 'til I'm gathered safely in
Lift me like an olive branch and be my homeward dove
Dance me to the end of love
Oh let me see your beauty when the witnesses are gone
Let me feel you moving like they do in Babylon
Show me slowly what I only know the limits of
Dance me to the end of love
Dance me to the wedding now, dance me on and on
Dance me very tenderly and dance me very long
We're both of us beneath our love, we're both of us above
Dance me to the end of love
Dance me to the children who are asking to be born
Dance me through the curtains that our kisses have outworn
Raise a tent of shelter now, though every thread is torn
Dance me to the end of love
Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic till I'm gathered safely in
Touch me with your naked hand or touch me with your glove
Dance me to the end of love
...http://www.youtube.com/watch?v=aSa3h7lLfzQ
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
À espera do nosso primeiro beijo
Naquela noite as paredes estavam despidas. O murmúrio era como um anestésico no meio de tanta azáfama. De um lado para o outro no espaço cénico cumpria religiosamente todas as marcações, em pontas molhadas, água para evitar uma queda durante a performance.
Eis que o grande final levou o publico para a sala ao lado. Olhei pela janela enquanto esperava a sala ficar vazia. A noite era limpa e trânslúcida. Vesti-me tranquilamente atrás de um biombo usado na peça equanto todos falavam da apresentação. Sorria simplesmente feliz. As expectativas que me atormentavam em dias passados não passavam através daquele biombo. Ali me encontrava mais uma vez a limpar os pés com toalhetes e preenchida pelo movimento, pelo corpo.
Eis a festa. Os aromas surgiam de uma bacia onde uma ventoinha metálica as fazia espalhar .
As bebidas ganhavam uma espiritualidade elegante ao som de experimentais aromas, as pessoas deixavam os corpos entregues a Baco, eu sorria desprotegida de encontro a todos os olhares, apenas sorria.
Ali estavas com teu o teu corpo emergente naquela celebração onde um mercado se transformou em palco de moda. Não me lembro das primeiras palavras que me dirigiste, creio ter-te ignorado por não teres um sorriso límpido. Não foste embora e enquanto pedia uma bebida agarraste-me a mão e citas-te a celebre frase que me fez olhar realmente para ti, agarraste-me a mão direita, fizeste uma pausa e com um olhar água prosseguiste “ - vamo-nos apaixonar e fugir para as Filipinas?”; soltei uma gargalhada daquelas que fazem vibrar o corpo todo e deixei que me guiasses.
Ali estava eu contigo sem saber o teu nome e a sorrir com tudo o que dizias, estavas contra o mundo e enquanto enrolavas a magia das estrelas,parei para te escutar. Quem era aquele menino tão revoltado com aquela cristalina noite? Quem era aquele rapaz com olhos cor de nascer do dia num vale verdejante que a todos tratava mal...enquanto isso eu sorria e cada vez mais tinha vontade de descobrir toda a fúria que o rapaz dos caracóis despejava.
Num carro vermelho fiz-me deslocar contigo plenamente consciente da tua alteração e da tua doce agressividade.
Foi das viagens mais surreais que fiz com alguém. Nunca antes me tinha aventurado a ser conduzida por um estranho de caracóis.
Numa escada no meio da loucura de um bairro à noite falamos. A tua doce agressividade se transformou numa nuvem perdida e sem rumo mas branca, muito branca.
Fizeste me pensar por ti, entrar em ti para ouvir os teus surdos gritos. Com três desejos me despedi de ti. Apenas me pediste dois “ um beijo” e “ ser feliz”! No meu de uma tumultuosa multidão deixei de sentir a tua mão nas minhas costas e sem o teu beijo pedido encerramos a noite ali.
O dia Mundial da Dança tinha ficado ali com a imagem de te ver desaparecer como que foge de uma penitenciaria.
As histórias de amor não tem um inicio ou um final previsto.
O sol tinha vindo para te dar as boas vindas na terra do vinho. Esperei-te na estação. Corremos juntos os bolhão, as fontaínhas ,conversamos em muros cuja histórias como as nossas também por lá se cruzaram ...a revolta já não habitava em ti. O teu olhar era terno como um agagio de malher.
Tive vontade de te beijar. Continuamos ate ao rio onde os barcos esperavam para serem fotografados por ti, sentada na relva olhava para a tua calma procurando o plano perfeito a luz daquele momento onde o calor ressoava noa nossos corpos. Olhava para ti sem me cansar. Estranho pensava eu, já há muito que não me cansava de olhar para ninguém!
O primeiro beijo. O meu corpo estava embriagado por uma calma enquanto ouvia o teu pulsar sair pela boca. O mundo parou, os nossos lábios aproximaram-se e só ai percebi que não ia ser mais um beijo. O beijo, aquele que faz com que tudo se estagne e o tempo deixa de ser uma condicionante porque não mais vai terminar...O Beijo. Aquele que quando me deito e fecho os olhos me faz transportar até ti e o fará para todo o sempre.
A viagem. Os dias felizes que partilhamos com o mundo. Tudo era perfeito. Alemanha e os patos com números que passeavam em jardim público...Amesterdão e o amor que espalhamos nas noites no nosso quarto de tecido impermiavél! O rio antes de chegar a parque onde me abraçavas para expulsar o frio, a noite em que as ruas eram de sódio e esperávamos o Dam , gravei cada segundo daquela espera, os teus braços a envolver-me como se pudéssemos ficar ali os dois para sempre.
Era uma adolescente a viver o meu primeiro amor, sem medo, sem questões...Austria, Berlim. Veneza, Florêcia...tantos dias apaixonadamente felizes.
Nunca tive medo de um fim, a felicidade só é possível quando somos livres.
Eu descobri a liberdade contigo, a vontade de voar cada vez mais longe sem saber onde aterrar.
Eis que o grande final levou o publico para a sala ao lado. Olhei pela janela enquanto esperava a sala ficar vazia. A noite era limpa e trânslúcida. Vesti-me tranquilamente atrás de um biombo usado na peça equanto todos falavam da apresentação. Sorria simplesmente feliz. As expectativas que me atormentavam em dias passados não passavam através daquele biombo. Ali me encontrava mais uma vez a limpar os pés com toalhetes e preenchida pelo movimento, pelo corpo.
Eis a festa. Os aromas surgiam de uma bacia onde uma ventoinha metálica as fazia espalhar .
As bebidas ganhavam uma espiritualidade elegante ao som de experimentais aromas, as pessoas deixavam os corpos entregues a Baco, eu sorria desprotegida de encontro a todos os olhares, apenas sorria.
Ali estavas com teu o teu corpo emergente naquela celebração onde um mercado se transformou em palco de moda. Não me lembro das primeiras palavras que me dirigiste, creio ter-te ignorado por não teres um sorriso límpido. Não foste embora e enquanto pedia uma bebida agarraste-me a mão e citas-te a celebre frase que me fez olhar realmente para ti, agarraste-me a mão direita, fizeste uma pausa e com um olhar água prosseguiste “ - vamo-nos apaixonar e fugir para as Filipinas?”; soltei uma gargalhada daquelas que fazem vibrar o corpo todo e deixei que me guiasses.
Ali estava eu contigo sem saber o teu nome e a sorrir com tudo o que dizias, estavas contra o mundo e enquanto enrolavas a magia das estrelas,parei para te escutar. Quem era aquele menino tão revoltado com aquela cristalina noite? Quem era aquele rapaz com olhos cor de nascer do dia num vale verdejante que a todos tratava mal...enquanto isso eu sorria e cada vez mais tinha vontade de descobrir toda a fúria que o rapaz dos caracóis despejava.
Num carro vermelho fiz-me deslocar contigo plenamente consciente da tua alteração e da tua doce agressividade.
Foi das viagens mais surreais que fiz com alguém. Nunca antes me tinha aventurado a ser conduzida por um estranho de caracóis.
Numa escada no meio da loucura de um bairro à noite falamos. A tua doce agressividade se transformou numa nuvem perdida e sem rumo mas branca, muito branca.
Fizeste me pensar por ti, entrar em ti para ouvir os teus surdos gritos. Com três desejos me despedi de ti. Apenas me pediste dois “ um beijo” e “ ser feliz”! No meu de uma tumultuosa multidão deixei de sentir a tua mão nas minhas costas e sem o teu beijo pedido encerramos a noite ali.
O dia Mundial da Dança tinha ficado ali com a imagem de te ver desaparecer como que foge de uma penitenciaria.
As histórias de amor não tem um inicio ou um final previsto.
O sol tinha vindo para te dar as boas vindas na terra do vinho. Esperei-te na estação. Corremos juntos os bolhão, as fontaínhas ,conversamos em muros cuja histórias como as nossas também por lá se cruzaram ...a revolta já não habitava em ti. O teu olhar era terno como um agagio de malher.
Tive vontade de te beijar. Continuamos ate ao rio onde os barcos esperavam para serem fotografados por ti, sentada na relva olhava para a tua calma procurando o plano perfeito a luz daquele momento onde o calor ressoava noa nossos corpos. Olhava para ti sem me cansar. Estranho pensava eu, já há muito que não me cansava de olhar para ninguém!
O primeiro beijo. O meu corpo estava embriagado por uma calma enquanto ouvia o teu pulsar sair pela boca. O mundo parou, os nossos lábios aproximaram-se e só ai percebi que não ia ser mais um beijo. O beijo, aquele que faz com que tudo se estagne e o tempo deixa de ser uma condicionante porque não mais vai terminar...O Beijo. Aquele que quando me deito e fecho os olhos me faz transportar até ti e o fará para todo o sempre.
A viagem. Os dias felizes que partilhamos com o mundo. Tudo era perfeito. Alemanha e os patos com números que passeavam em jardim público...Amesterdão e o amor que espalhamos nas noites no nosso quarto de tecido impermiavél! O rio antes de chegar a parque onde me abraçavas para expulsar o frio, a noite em que as ruas eram de sódio e esperávamos o Dam , gravei cada segundo daquela espera, os teus braços a envolver-me como se pudéssemos ficar ali os dois para sempre.
Era uma adolescente a viver o meu primeiro amor, sem medo, sem questões...Austria, Berlim. Veneza, Florêcia...tantos dias apaixonadamente felizes.
Nunca tive medo de um fim, a felicidade só é possível quando somos livres.
Eu descobri a liberdade contigo, a vontade de voar cada vez mais longe sem saber onde aterrar.
O primeiro beijo no MÉMÉ
O primeiro beijo. O meu corpo estava embriagado por uma calma enquanto ouvia o teu pulsar sair pela boca. O mundo parou, os nossos lábios aproximaram-se e só ai percebi que não ia ser mais um beijo. O beijo, aquele que faz com que tudo se estagne e o tempo deixa de ser uma condicionante porque não mais vai terminar...O Beijo. Aquele que quando me deito e fecho os olhos me faz transportar até ti e o fará para todo o sempre.
olha....e não é que ainda faz!
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